Wednesday, September 21, 2005

Absurdo.

Enquanto o dia passa, vou tentando juntar material que redunde em uma entrada que faça sentido, todos os dias, invariavelmente, pro seu, o meu, o nosso prazer.
Admito que é difícil atingir esse sublime objetivo nessa base regular, mas, que diabo!, se não tentar, como vou saber?
E desistir está simplesmente fora de questão.
Então, entre a leitura de ÍDICHE KOP e HITCHCOCK/TRUFFAUT, me peguei pensando no absurdo. Mais ainda, aliei a leitura desses livros com minha própria experiência recente de escrever algo que me soou absurdo (MORTE E VIDA).
“E daí?”, posso ouvir você se perguntando.
“Quié qui isso tem a ver?”
Nada. E, deixe-me dizer, TUDO.
O que me pegou, mesmo, no final, foi pensar que tenho negligenciado minha atividade de escrevinhador só pra satisfazer meu ego e me provar capaz de postar o que der na telha durante o dia, uma vez por dia, sucessivamente, até que não reste mais nada, nem dias, nem dedos, nem leitores.
E sei que os há.
Daí decidi fazer um retorno, o famoso “run for cover”, buscar na minha experiência o tipo de material que sei que dá resultado quando feito direito.
Próximo passo: já que o tema é "O" absurdo, por que não dar uma palhinha de meu conhecimento enciclopédico e dizer que absurdo é tudo aquilo que contradiz o bom senso?
Dito e feito e aí está.
E o que contradiz o bom senso atualmente a tal ponto que mereça minha atenção inalienável?
Pois bem. Sei da importância não dada aos vários gêneros narrativos negligenciados dentro da indústria americana (no Brasil, isso não existe, até por não termos tradição nas artes visuais, nem lembrarmos de herdar coisa similar dos colonizadores originais, os portugueses)de quadrinhos.
Tudo de que se tem notícia das praias gringas diz respeito aos benditos crossovers e eventos "universais" das duas grandes.
Enquanto isso, bons gibis que tentam resgatar os outros gêneros, são relegados ao esquecimento.
E de que outros gêneros falo se não do terror, da fc, do policial ou de crime e assim por diante?
E dos cruzamentos entre eles?
O status quo desse animal pérfido é tão estabelecido que chega a ser burro. Toda unanimidade é burra, como disse o Nélsão.
É mais ou menos como se surgisse uma religião com deus único onde antes havia um panteão. A analogia é das mais fáceis.
A ignorância também pode ensinar alguma coisa.
Tente imaginar isto como absurdo: e se Hollywood de repente se decidisse por só fazer filmes baseados em historinhas de super-heróis?
É esse "e se" que mantém toda ficção indo de um lugar a outro, acredite.
E desde os tempos da, coincidência?, E.C. não se vê editora gringa grande investindo na variedade como têmpero da ficção( exceto, talvez, pela IMAGE, mas segundo os boatos eles estão falidos), seja de que gênero for.

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